Silent Hill: Townfall - um horror furtivo entre ruínas britânicas, perturbador e promissor

Jogos de vídeo Aug 28, 2026Adicionar aos favoritos

Silent Hill: Townfall - um horror furtivo entre ruínas britânicas, perturbador e promissor

Rock Paper Shotgun jogou *Silent Hill: Townfall*, o novo título da franquia desenvolvido pela No Code. Um horror furtivo situado nas ruínas de uma Inglaterra comum — e é exatamente isso que a série precisava recuperar.

Uma franquia que buscava respirar há anos

Desde o desaparecimento de Silent Hills em 2015 e a saída de Hideo Kojima — e, com ele, o cancelamento de um dos projetos mais aguardados da história dos videogames —, a franquia Silent Hill viveu um deserto digno da névoa que envolve suas ruas. A Konami multiplicou as tentativas de relançamento (Silent Hill 2 Remake pela Bloober Team, Silent Hill f no Japão, Ascension), com resultados mistos. Townfall talvez fosse o projeto no qual todos depositavam mais esperança — e ansiedade.

Desenvolvido pela No Code (estúdio escocês por trás de Stories Untold e Observation), Silent Hill: Townfall se afasta da América mitificada dos jogos originais para fincar raízes em algo inesperado: uma Inglaterra comum. Casas de subúrbio abandonadas. Corredores de escritórios desativados. A banalidade como fonte de angústia.

O que as impressões do RPS revelam

O Rock Paper Shotgun descreve uma experiência de survival horror furtivo — evita-se as ameaças mais do que se as enfrenta, desliza-se por espaços confinados, escuta-se. O que impressiona é o contraste reivindicado entre a violência latente das criaturas e o cenário prosaico, quase reconfortante (daí o título do artigo: « I found solace »). A banalidade britânica — papel de parede desgastado, carpete dos anos 80, louça empilhada na pia — serve de pano de fundo para algo irracional e ameaçador.

É justamente essa abordagem que fez o gênio dos primeiros Silent Hill: o horror não vem do monstro espetacular, mas do que o ambiente comum faz sentir quando começa a se deformar.

No Code: o estúdio certo para o projeto?

A No Code provou com Stories Untold e Observation sua capacidade de criar tensão atmosférica em espaços fechados, com poucos recursos visuais. O estúdio sabe trabalhar o desconforto psicológico. O que não é tão claro é a transição para uma produção da Konami — Townfall será a visão coerente de um estúdio independente ou um produto híbrido demasiado diluído?

As primeiras impressões sugerem que a No Code conseguiu manter sua identidade. O ritmo é lento, a atmosfera prevalece, e a furtividade parece melhor pensada do que na maioria dos clones do gênero.

Nosso veredicto preliminar

Isso nos empolga. A direção de arte é corajosa — escolher a Inglaterra comum em vez da América fantasmagórica é uma aposta editorial forte, e as primeiras imagens sugerem que funciona. A No Code está entre os poucos estúdios independentes capazes de construir uma ambientação sem efeitos fáceis.

A se acompanhar de perto. Ainda não há data de lançamento confirmada — mas Townfall voltou à nossa lista dos mais aguardados da franquia desde o Silent Hill 2 original.

No Code: os artesãos do horror atmosférico

No Code é um estúdio independente escocês fundado em 2015. *Stories Untold* (2017) era uma antologia de terror em forma de jogos textuais retrô. *Observation* (2019) propunha jogar como uma IA de uma estação espacial. Ambos os títulos foram aclamados por sua atmosfera opressiva, apesar de orçamentos modestos.

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Artigo produzido por inteligência artificial, revisto sob controlo editorial humano.

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Ren AmasawaGaming writer
Gamer forever, bites the pixel between PC, Switch and retro.
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