Jogos de vídeo Jul 24, 2026Adicionar aos favoritos

Antigo chefe dos estúdios PlayStation, Shuhei Yoshida se confessa: em 2009, a Sony tinha bem *Demon's Souls* na PS3, mas não soube acreditar nele. Resultado: *Dark Souls* foi para a Bandai Namco. Uma autocrítica esclarecedora sobre o que a Sony entendeu tarde demais na FromSoftware.
Automaton West publica nesta sexta-feira, 24 de julho de 2026, depoimentos retrospectivos de Shuhei Yoshida, ex-presidente da SIE Worldwide Studios (2008-2019) e figura histórica da PlayStation. Yoshida relembra aquilo que, com o tempo, se tornou um dos maiores erros estratégicos da Sony no que diz respeito à publicação: subestimar Demon's Souls e deixar Dark Souls escapar para a Bandai Namco.
Demon's Souls, lançado em fevereiro de 2009 no Japão para PlayStation 3, foi publicado pela SCE Japan Studio — a própria casa-mãe da PlayStation. O jogo, desenvolvido pela FromSoftware sob a direção de Hidetaka Miyazaki, já trazia toda a essência do que viria a ser o « gênero Souls »: uma atmosfera dark fantasy, dificuldade frontal, invasões PvP assíncronas e level design em rede.
Segundo os relatos divulgados pela Automaton, a Sony inicialmente considerou o título demasiado difícil e demasiado nicho para justificar uma localização para o mercado ocidental. Foram, afinal, a Atlus nos Estados Unidos (2009) e a Namco Bandai na Europa (2010) que assumiram a distribuição internacional — uma rejeição implícita ao potencial comercial do jogo por parte do seu próprio editor.
Quando a FromSoftware propôs a sequência espiritual, Dark Souls (2011), a Sony já não fazia parte da equação. O contrato foi parar na Bandai Namco, que publicou todos os Dark Souls, com a exceção notável de Bloodborne (exclusivo para PS4, 2015). Assim, o ecossistema Souls-like — que se tornou um gênero à parte — foi construído fora do âmbito da PlayStation, com poucas exceções.
Yoshida não é qualquer pessoa: foi um dos pilares do ressurgimento da PlayStation com a PS4, e o seu estilo franco de falar após deixar a empresa (em 2025) confere peso às suas reflexões. Que o ex-chefe dos estúdios internos admita explicitamente um erro de julgamento sobre a FromSoftware é como se um antigo presidente de uma editora reconhecesse ter recusado Harry Potter na primeira leitura.
Vale recordar o que a FromSoftware produziu fora da Sony desde 2011:
Nesse contexto, Bloodborne (2015) permanece como a única exclusividade da PlayStation desse período — e a Sony nunca publicou uma sequência nem um porte oficial para PC, o que, para nós, continua a ser um dos mistérios comerciais mais incompreensíveis do catálogo da PlayStation.
8/10 — a autocrítica de Yoshida é honesta, esclarecedora e confirma aquilo que a comunidade Souls repete desde 2011: a Sony deixou escapar um dos pilares do jogo moderno. Este tipo de retrospectiva por parte de um antigo decisor é raro na indústria e merece ser lido.
A reter: Demon's Souls (2009, PS3) foi publicado pela Sony no Japão. Por falta de crença no seu potencial ocidental, a localização para os EUA/Europa foi deixada a cargo da Atlus e da Namco Bandai. Dark Souls (2011) foi parar na Namco Bandai. A Sony recuperou a FromSoftware com Bloodborne (2015), mas não capitalizou nada a partir daí.
Para quem: fãs da FromSoftware, curiosos pela história da indústria de jogos e todos aqueles que gostam quando os decisores dizem honestamente « nós erramos ».
Artigo produzido por inteligência artificial, revisto sob controlo editorial humano.