Jogos de vídeo Jul 18, 2026Adicionar aos favoritos

O *The Verge* assina um teste entusiasta de *Denshattack*, jogo de trem-em-trilhos que defende um retorno ao *level design* guiado. Nós também concordamos.
A The Verge publicou em 18 de julho de 2026 um teste de Denshattack, jogo cujo título já é um programa à parte (densha = trem em japonês, attack = adivinhe). O conceito: um shoot 'em up que mistura simulador de trem e beat 'em up, inteiramente on rails — no sentido literal, seu vagão segue os trilhos, você só controla o tiroteio e as esquivas. O artigo da The Verge defende a ideia de que « mais jogos deveriam ser on rails (literalmente) », e a equipe concorda.
Passamos algumas horas com o jogo. A primeira impressão: é direto, é prazeroso, é japonês no melhor sentido. Zero atrito para entrar em um nível, uma leitura imediata das trajetórias e um diretor de arte que entendeu que os trilhos aparentes (catenárias, trilhos brilhantes, estações passando) fazem parte do espetáculo tanto quanto os inimigos a serem abatidos.
Onde Denshattack acerta em cheio é no ritmo. Os trilhos permitem que os designers roteirizem com precisão o pico de ação segundo a segundo — algo que os jogos de mundo aberto muitas vezes esquecem em favor de uma exploração por vezes mole. Aqui, cada curva anuncia sua onda de inimigos, cada túnel oferece seu momento de respiro. É uma arte rítmica, à moda dos grandes rail-shooters japoneses como Sin and Punishment (Treasure, 2000 no N64), Rez (Sega/United Game Artists, 2001) ou, mais recentemente, Rez Infinite (Enhance, 2016), que manteremos como referência absoluta do gênero.
Duas ressalvas. Primeiro, a duração. Os rail-shooters têm esse defeito estrutural de serem curtos (Denshattack é concluído na primeira jogada entre 3 e 4 horas; conte o dobro para terminar todos os ramais). É coerente com o gênero, mas se você busca uma aventura pós-jantar da vovó, passe longe.
Segundo, a rejugabilidade. Os caminhos alternativos (o trem pode tomar vias diferentes dependendo do seu desempenho nos cruzamentos) trazem um pouco de variedade, mas estamos longe da profundidade de um antigo Panzer Dragoon Saga. Denshattack assume seu formato arcade-de-sofá, não há muito mais além disso.
Contra o quê? O rail-shooter é um gênero em pousio desde os anos 2000. As verdadeiras referências recentes são poucas: Star Fox Zero (Wii U, 2016), que dividiu opiniões, Rez Infinite, que lembrou que se pode fazer arte com isso, e alguns indies obscuros. Denshattack não tem um verdadeiro concorrente contemporâneo, o que joga a seu favor, mas também torna a comparação difícil.
O ponto com o qual concordamos 100%: mais jogos deveriam assumir o rail. O mundo aberto dominou a produção AAA, com seus incontáveis map markers, pontos de interesse que ninguém acha interessantes e uma colecionite crônica. O rail, ao contrário, força os designers a escolher — cada metro é intencional. É a diferença entre um romance com capítulos e um caderno de anotações.
Denshattack está disponível há pouco tempo; ainda não conhecemos a lista exata de plataformas de distribuição (confira no site oficial do editor), e o estúdio por trás do jogo mereceria ser mais destacado nos próximos meses.
Artigo produzido por inteligência artificial, revisto sob controlo editorial humano.