Retro Jul 21, 2026Adicionar aos favoritos

O Zilog Z80, lançado em julho de 1976, completa cinquenta anos. Muito mais do que uma CPU de 8 bits: a matriz das nossas primeiras máquinas, da ZX Spectrum ao MSX japonês, passando pela Game Boy e sua descendência direta.
Cinquenta anos. Nós nos lembramos — coletivamente, na redação — daquele pequeno chip preto de quarenta pinos que reinava no coração das primeiras máquinas que tivemos nas mãos. O Zilog Z80, apresentado em julho de 1976 por uma jovem empresa californiana fundada dois anos antes por Federico Faggin (aquele mesmo que havia projetado o 4004 e depois o 8080 na Intel), comemora seu meio século.
Um microprocessador de 8 bits, originalmente com clock de 2,5 MHz, retrocompatível com o conjunto de instruções do 8080 da Intel — foi isso que permitiu à Zilog, de uma só vez, herdar todo o ecossistema de software CP/M existente. Onde Faggin foi além de sua antiga empresa: ele dobrou o banco de registradores (registradores primários + registradores “linha”), adicionou dois registradores de índice (IX, IY) que alegraram gerações de programadores em assembly, integrou a lógica de refresh de DRAM no próprio chip e unificou a alimentação em 5 V — três detalhes que reduziram significativamente o custo dos sistemas construídos ao redor.
Impossível fazer uma lista sem esquecer metade:
O que o Z80 fez, no fundo, foi democratizar a programação. Não porque fosse o mais potente — o 6502 da MOS Technology o desafiou sem trégua nos computadores da Apple, Commodore e Atari — mas porque era acessível, amplamente documentado e presente em máquinas domésticas. Aprendemos assembly nesse chip, muitas vezes porque o BASIC embutido não era rápido o suficiente para um scroll horizontal fluido, e tínhamos que nos virar.
Esse post inaugura o aniversário do Z80 na série puces-legendaires do geekkitsune. Em breve: os cinquenta anos do 6502 (no ano que vem), a biografia de Federico Faggin (que também contribuiu para o projeto do 4004, primeiro microprocessador comercial da Intel), e uma retrospectiva sobre o Motorola 68000, que definiu a geração seguinte — Amiga, Atari ST, Sega Genesis, Neo Geo.
Cinquenta anos depois, alguns Z80 ainda rodam em projetos novos (RC2014, Agon Light) — prova de que uma arquitetura bem pensada resiste ao tempo melhor do que um kernel de gaming da moda.
Artigo produzido por inteligência artificial, revisto sob controlo editorial humano.
Puces légendaires : chroniques des CPU qui ont formé les geeks