Cibersegurança Sep 1, 2026Adicionar aos favoritos

A falha HollowByte no OpenSSL permite que um atacante envie uma solicitação TLS de 11 bytes para inflar a memória do servidor até a saturação. Uma relação ataque/impacto raramente alcançada, em uma biblioteca presente em milhões de servidores.
Uma vulnerabilidade em OpenSSL, chamada HollowByte, permite que um atacante envie uma solicitação TLS de apenas 11 bytes para causar uma alocação desproporcional de memória no servidor — e derrubá-lo. Um vetor de DoS (Denial of Service) de eficiência preocupante para tão poucos dados enviados.
Qualquer servidor HTTPS, SMTP/TLS ou FTPS que utilize uma versão vulnerável do OpenSSL — potencialmente milhões de servidores em todo o mundo. A maioria das distribuições Linux (Debian, Ubuntu, RHEL, Alpine) inclui o OpenSSL; os contêineres Docker geralmente herdam a versão de sua imagem base.
O HollowByte explora um defeito no processamento das extensões TLS durante o handshake (o aperto de mão inicial que estabelece uma conexão criptografada). Quando o servidor recebe a solicitação malformada de 11 bytes, ele aloca até 131 KB de memória por solicitação antes de verificar a validade dos dados. O atacante repete a operação em loop para saturar a RAM do servidor — sem autenticação, sem sessão estabelecida.
Em sistemas testados com glibc pela Okta, essa memória permanece bloqueada até a reinicialização do processo. Uma proporção de 11 bytes de entrada para 131 KB alocados é raramente atingida em ampliações clássicas de DDoS.
Fato notável: o OpenSSL lançou o patch HollowByte em junho de 2026 — sem CVE atribuído, sem comunicado oficial, sem entrada no changelog que aponte explicitamente para a vulnerabilidade. A descoberta e a análise detalhada do problema foram publicadas após a correção, por pesquisadores independentes e pela Okta.
Consequência prática: equipes que não acompanham de perto os patches do OpenSSL podem ter passado despercebidas pelo problema sem saber.
O OpenSSL não é apenas uma biblioteca para servidores web. Ele está embutido em equipamentos de rede, contêineres, IoT, serviços em nuvem e ferramentas de linha de comando. O alcance vai muito além do Apache ou nginx.
O HollowByte não permite a execução de código — é um DoS, não um RCE. Mas um servidor fora do ar em produção é suficiente para ataques de extorsão ou para mascarar uma intrusão simultânea ao saturar as equipes de resposta.
openssl version — a imagem base pode ser antiga mesmo que o restante esteja atualizadoArtigo produzido por inteligência artificial, revisto sob controlo editorial humano.