Cibersegurança Sep 1, 2026Adicionar aos favoritos

O grupo Fire Ant, ligado aos serviços de inteligência chineses, compromete roteadores Cisco para interceptar credenciais e falsificar logs de segurança. Uma estratégia de escuta persistente difícil de detectar — e que pode durar meses.
O grupo APT Fire Ant, atribuído aos serviços de inteligência chineses, expandiu uma campanha de espionagem de longa data — inicialmente visando hipervisores VMware — para agora comprometer roteadores Cisco IOS XR, servidores TACACS e hospedeiros Linux de gerenciamento usados para rotear, autenticar e administrar redes de alto valor. Dois objetivos principais: roubo de credenciais de rede e cegamento de logs de segurança.
Organizações que utilizam roteadores Cisco IOS XR na borda da rede (tipicamente roteadores carrier-grade: séries ASR, NCS), servidores TACACS+ para autenticação de rede e estações Linux de administração — especialmente nos setores governamental, defesa, telecomunicações e infraestrutura crítica.
O Fire Ant explora vulnerabilidades nas interfaces de gerenciamento desses equipamentos para:
A falsificação dos timestamps é particularmente sofisticada: não se trata de uma simples exclusão de entradas, mas de uma reescrita que preserva a coerência aparente dos logs.
Esta campanha representa uma expansão geográfica e técnica: o Fire Ant era até então documentado principalmente em VMware; a passagem para a infraestrutura de rede física (IOS XR, TACACS, Linux) marca um aumento de ambição. Comprometer um roteador de borda ou um servidor TACACS concede acesso privilegiado a todo o tráfego e autenticações da organização.
A estratégia é a do acesso persistente de longa duração — instalar pontos de escuta duradouros em vez de exfiltrar massivamente de uma só vez. Organizações podem estar comprometidas há meses sem saber. O FBI havia desmantelado, em julho de 2026, a infraestrutura QTFY de outro grupo chinês — o Fire Ant adapta seus métodos para sobreviver a takedowns.
Artigo produzido por inteligência artificial, revisto sob controlo editorial humano.