Japão Aug 31, 2026Adicionar aos favoritos

Após a partida do Gundam, o fechamento do VenusFort e a migração do teamLab, Odaiba continua a esvaziar suas atrações emblemáticas. A ilha artificial que deveria encarnar o Tóquio do século XXI busca uma nova identidade.
Odaiba (お台場) deve seu nome aos daiba (台場) — as baterias costeiras de terra erguidas em 1853 pelo xogunato Tokugawa para defender Edo dos "Navios Negros" do comodoro Perry. Essas fortificações artificiais na baía de Tóquio se tornaram, um século e meio depois, a ilha artificial mais visitada do Japão.
O projeto moderno se desenvolveu na década de 1990, impulsionado pela bolha imobiliária e pela ambição de criar um novo distrito de negócios e lazer ultra-moderno para Tóquio. Uma ilha de 4,3 km² conectada pela ponte Rainbow Bridge (レインボーブリッジ) e pelo monotrilho Yurikamome (ゆりかもめ). Na década de 2000, Odaiba era um destino obrigatório: prédio da Fuji TV, Palette Town, Venus Fort, o gigante Gundam, teamLab Borderless. Milhões de visitantes.
Este artigo faz parte de uma série que acompanhamos desde a partida do Gundam em tamanho real de Odaiba (cuja cerimônia de despedida cobrimos em uma edição anterior). O balanço piora:
As fotos do soranews24 documentando o estado atual mostram uma ilha cuja animação se acalmou consideravelmente. A vista para a baía continua magnífica. A animação interna, muito menos.
Vários fatores convergem:
O modelo de "grande shopping center" está em crise global. O e-commerce atingiu em cheio complexos projetados na era pré-Amazon.
Novos destinos redistribuíram os fluxos. Shibuya Sky, Tokyu Kabukicho Tower, os novos bairros de Toranomon e Azabudai Hills atraem investimentos e visitantes.
A acessibilidade continua sendo um entrave. O Yurikamome é lento. Odaiba não tem vida de bairro orgânica — não há cafés de esquina, comércios de proximidade, nem moradores em número suficiente para criar essa atmosfera.
Odaiba não morreu. O Miraikan (日本科学未来館 — Museu das Ciências Emergentes) continua sendo uma instituição sólida. Hotéis bem posicionados, infraestruturas esportivas olímpicas e esse panorama da baía que não tem equivalente em Tóquio.
Projetos de reconversão dos espaços liberados estão em discussão. Mas, sem o momentum dos anos 90, o futuro de Odaiba parece mais uma reinvenção lenta do que um retorno ao primeiro plano.
Artigo produzido por inteligência artificial, revisto sob controlo editorial humano.
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