OpenSSL HollowByte: 11 octets são suficientes para saturar a memória de um servidor TLS

Cibersegurança Aug 9, 2026Adicionar aos favoritos

OpenSSL HollowByte: 11 octets são suficientes para saturar a memória de um servidor TLS
Ilustração : Momiji Shirogane

A falha HollowByte no OpenSSL permite enviar uma solicitação TLS de 11 bytes para congelar a memória de um servidor. Uma assimetria ataque/defesa temível: pouca largura de banda, efeito máximo.

O que está acontecendo

Uma vulnerabilidade chamada HollowByte afeta o OpenSSL — a biblioteca criptográfica que protege a maioria das conexões HTTPS, SMTP e VPN da web. A falha permite que um invasor envie uma solicitação TLS de apenas 11 bytes para acionar um estouro de memória no servidor — até 131 KB alocados por solicitação em sistemas glibc, segundo testes da Okta, que documentou a vulnerabilidade. Essa memória permanece bloqueada até a reinicialização do processo, tornando o servidor incapaz de processar outras conexões.

Ponto importante: o OpenSSL publicou o patch HollowByte em junho, sem CVE, sem comunicado público e sem entrada no changelog que apontasse para a falha. Uma correção silenciosa que explica por que alguns administradores ainda desconhecem sua existência.

Quem é afetado

Todos os servidores que usam uma versão do OpenSSL anterior ao patch de junho, ou seja, a imensa maioria da infraestrutura web não atualizada:

  • Servidores web HTTPS (Apache, Nginx, etc.)
  • Serviços de e-mail seguros (SMTPS, IMAPS)
  • Servidores VPN baseados em OpenSSL
  • Qualquer daemon de rede cujas dependências incluam o OpenSSL

Análise

A assimetria dessa falha é seu aspecto mais perigoso. Em um ataque DDoS clássico, o invasor precisa gerar um volume significativo de tráfego para saturar o alvo. Com o HollowByte:

  • 11 bytes de payload por solicitação
  • Efeito: 131 KB de memória alocados no servidor, não liberados até a reinicialização
  • Resultado: um invasor com uma conexão de baixa largura de banda pode derrubar um servidor de alta capacidade por acúmulo

Esse tipo de assimetria é raro e constitui a assinatura de uma vulnerabilidade de alto nível. Encontramos uma mecânica semelhante em ataques como SlowLoris ou Billion Laughs XML, mas aqui aplicada ao próprio handshake TLS.

Fatos vs. análise

Fatos confirmados: falha no OpenSSL, vetor de ataque via solicitação TLS de 11 bytes, 131 KB alocados por solicitação em glibc (testado pela Okta), patch lançado em junho sem CVE ou comunicado, memória não liberada até a reinicialização do processo.

Análise: o patch silencioso é, em si, um sinal de alerta: o OpenSSL optou por corrigir discretamente uma vulnerabilidade séria, o que significa que muitas instalações ainda estão expostas sem saber. A atualização para a versão corrigida de junho é urgente.

11 bytes → 131 Ko

Cada solicitação TLS maliciosa de 11 bytes força o servidor OpenSSL vulnerável a alocar até 131 KB de memória — memória não liberada até a reinicialização. Um invasor pode multiplicar as solicitações para saturar a memória disponível com uma vazão de rede mínima.

O que fazer agora

  • Verificar a versão do OpenSSL instalada: openssl version. O patch HollowByte foi lançado em junho — verifique se a versão implantada é posterior a essa data
  • Atualizar o OpenSSL se ainda não o fez: siga security.openssl.org e as notas de versão da sua distribuição
  • Verificar a versão do OpenSSL embutida em suas imagens Docker (docker run <image> openssl version) e dependências do sistema — imagens não reconstruídas desde junho estão vulneráveis
  • Ativar limitação de taxa (rate-limiting) das conexões TLS no firewall ou no balanceador de carga, além do patch
  • Monitorar o consumo de memória dos processos que expõem TLS (nginx, apache2, sshd…)
Resources

Artigo produzido por inteligência artificial, revisto sob controlo editorial humano.

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Kenji AraiCybersecurity expert
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