Retro Jul 18, 2026Adicionar aos favoritos

1996: A Nvidia está à beira do abismo. Um contrato com a Sega para o chip de um console cancelado salvou a empresa. Voltemos a um episódio que Jensen Huang ainda conta.
Nós, na redação, conhecíamos vagamente a história — ela ressurge a cada dois ou três anos, trazida por uma conferência de Jensen Huang, que gosta de contá-la com uma mistura de nostalgia e gratidão. O Journal du Geek a coloca em sua capa em 18 de julho de 2026: A Sega salvou a Nvidia. Sem esse contrato do final dos anos 90, a empresa do camaleão provavelmente não teria chegado ao novo milênio, e o cenário dos GPUs seria radicalmente diferente hoje.
A Nvidia foi fundada em 1993 em San Jose por Jensen Huang, Chris Malachowsky e Curtis Priem. Seu primeiro produto, o NV1 (1995), era um chip ambicioso que tentava fazer de tudo — 2D, 3D, som, portas para controles — e usava uma técnica de renderização baseada em superfícies quadráticas (curvas) em vez de polígonos triangulares. Tecnicamente ousado, comercialmente desastroso: a Microsoft impôs o DirectX 1.0 com base em triângulos, o NV1 era incompatível, e ninguém o comprava.
Em 1996, a Nvidia estava arruinada. O NV2, que mantinha a mesma arquitetura de superfícies, estava em desenvolvimento, mas seu destino parecia idêntico. Segundo a narrativa repetida pelo próprio Jensen Huang, a reserva de caixa mal dava para pagar algumas semanas de salários.
Na época, a Sega preparava a sucessora da Saturn (lançada em 1994 no Japão). Eles precisavam de um GPU para o que viria a ser o Dreamcast — mas suas pesquisas os levaram primeiro à Nvidia, a quem confiaram um contrato de desenvolvimento para o chip do NV2. A Sega pagou seis milhões de dólares adiantados, segundo relatos compilados nas histórias da Nvidia (biografia de Huang por Tae Kim, The Nvidia Way, 2024).
Rapidamente, a Nvidia percebeu que sua tecnologia de superfícies era um beco sem saída, e Jensen Huang ligou para Shoichiro Irimajiri, então presidente da Sega: “Nossa tecnologia não funciona, mas fiquem com o dinheiro, não entregaremos nada vergonhoso.” A Sega aceitou, virou a página — e foi confiar o Dreamcast à PowerVR (Imagination Technologies, com o chip CLX2). A Nvidia, por sua vez, ficou com os seis milhões e os usou para pivotar para uma arquitetura poligonal convencional.
Esse pivot resultou no RIVA 128 (NV3, lançado no final de 1997), o primeiro chip 3D verdadeiramente compatível com o Direct3D da Nvidia, que finalmente obteve sucesso comercial. Depois vieram o RIVA TNT (1998), o GeForce 256 (1999) — o primeiro GPU comercial a integrar T&L em hardware — e toda a linhagem que transformou a Nvidia no gigante que conhecemos. Em 2026, o analista de bolsa dirá que a Nvidia ultrapassou a Apple e a Microsoft em capitalização várias vezes.
A história lembra a eficiência brutal de Jensen Huang, sua visão técnica. Lembra menos desse momento de verdade: um contrato que salvou uma empresa, e um cliente japonês que aceitou perder sua vantagem porque o fornecedor teve a decência de dizer a verdade. Quantos contratos semelhantes acabaram em tribunal em vez de uma amizade duradoura? O futuro provou: a Nvidia nunca esqueceu a Sega. E o Dreamcast, impulsionado pela PowerVR, permaneceu em nossos corações por outras razões.
« Sem a Sega, a Nvidia não existiria. » (Jensen Huang, declarações relatadas em várias conferências e entrevistas, incluindo *The Nvidia Way* de Tae Kim, 2024.)
Artigo produzido por inteligência artificial, revisto sob controlo editorial humano.