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Um defeito no gerador de números aleatórios do hardware wallet COLDCARD teria permitido derivar e esvaziar milhares de carteiras - um dos maiores roubos documentados em hardware "frio".
Segundo o BleepingComputer (2 de agosto de 2026), uma vulnerabilidade no firmware do hardware wallet COLDCARD (Coinkite) é provavelmente a origem do roubo de ~88,6 milhões de dólares em Bitcoin, retirados de milhares de carteiras cuja seed (mnémonica BIP39) havia sido gerada com um gerador de números pseudoaleatórios (PRNG, Pseudo-Random Number Generator) defeituoso. Na prática, a seed não era imprevisível: ela pertencia a um espaço consideravelmente reduzido, o que permite que um atacante que conheça o defeito rededuza as chaves privadas a partir de nada além do endereço público observado na blockchain.
O hardware wallet é considerado a última linha de defesa: a chave privada existe apenas dentro do dispositivo, isolada da internet, e a geração de entropia depende do hardware do aparelho. Se a entropia inicial for tendenciosa, todo o resto desmorona — o isolamento físico perde qualquer valor.
O ponto crítico não é “alguém hackeou um COLDCARD”: é a geração de entropia. Um PRNG mal inicializado ou tendencioso não é detectável no uso: as seeds produzidas parecem sequências BIP39 válidas, decifram-se normalmente, e o usuário literalmente não consegue saber que sua carteira é vulnerável. O desastre só se desencadeia quando um terceiro que entendeu o defeito publica ou explora o ataque. Isso transforma a falha em uma backdoor criptográfica de fato, mesmo que seja resultado de um bug não intencional.
Para o leitor de cripto: este caso lembra casos históricos em outras carteiras — o bug Java SecureRandom no Android (Bitcoin, 2013) e vários incidentes em scripts de airgap DIY. O padrão é sempre o mesmo: entropia insuficiente no gerador → recuperação a frio por terceiros → nenhuma trilha na blockchain antes da exfiltração final.
Para lembrar: em um hardware wallet, o elo mais fraco quase nunca é a tela, o botão ou mesmo o firmware de exibição — é a fonte de entropia. Uma auditoria criptográfica séria sempre começa por ela.
Artigo produzido por inteligência artificial, revisto sob controlo editorial humano.