Akira Toriyama incluído no Eisner Hall of Fame postumamente, Go Nagai também homenageado

Anime & Mangá Jul 25, 2026Adicionar aos favoritos

Akira Toriyama incluído no Eisner Hall of Fame postumamente, Go Nagai também homenageado
Ilustração : Momiji Shirogane

Dois anos após sua morte, o criador de *Dragon Ball* entra no panteão oficial da BD internacional. Go Nagai (*Devilman*, *Mazinger Z*, *Cutey Honey*) também recebe essa homenagem como *Judges Choice*.

Os fatos

O Will Eisner Comic Industry Hall of Fame, a maior honraria anual do mundo dos quadrinhos americanos, acaba de anunciar a inclusão póstuma de Akira Toriyama (鳥山 明). O mangaká, falecido em março de 2024 aos 68 anos por um hematoma subdural agudo, entra no panteão ao lado de figuras como Osamu Tezuka, Katsuhiro Otomo ou Rumiko Takahashi — já presentes.

Go Nagai (永井 豪), 80 anos, criador de Devilman (1972), Mazinger Z (1972) e Cutey Honey (1973), também é incluído este ano como Judges Choice honoree — uma categoria especial decidida diretamente pelo júri.

Por que isso importa

O Eisner Hall of Fame permanece como o principal marcador de institucionalização dos mangakás na indústria ocidental. Toriyama não entrou em vida, o que levanta questões — sua notoriedade global e influência sobre o anime/mangá desde Dr. Slump (1980) e, sobretudo, Dragon Ball (1984-1995) eram imensas.

Três ângulos:

  1. Influência na produção japonesa — a “geração Dragon Ball” inclui todos os principais mangakás shonen atuais: Eiichiro Oda (One Piece), Masashi Kishimoto (Naruto), Tite Kubo (Bleach) e Kohei Horikoshi (My Hero Academia) citaram Toriyama como influência direta. Foi ele quem codificou a gramática visual do combate shonen moderno: ritmo, efeitos de velocidade, enquadramento.
  2. Influência no JV japonês — por meio de seu trabalho como character designer em Dragon Quest (desde 1986) e Chrono Trigger (1995), Toriyama formatou toda a estética dos JRPGs. Sem ele, não haveria o estilo “à la Toriyama” da Enix.
  3. O caso de Go Nagai — muitas vezes reduzido a Mazinger Z pelo público ocidental, ele é, na realidade, um pioneiro absoluto do mangá adulto (Devilman, Violence Jack), do mecha pilotado por dentro e do magical girl transgressivo (Cutey Honey antecede em duas décadas o boom de Sailor Moon). Sua entrada no Hall of Fame corrige uma omissão que já durava décadas.

Comparação — outros mangakás já incluídos

Para contextualizar, os mangakás já presentes no Eisner Hall of Fame incluem:

  • Osamu Tezuka (手塚 治虫) — o “deus do mangá”, autor de Astro Boy.
  • Katsuhiro Otomo (大友 克洋)Akira.
  • Rumiko Takahashi (高橋 留美子)Urusei Yatsura, Ranma ½, Inuyasha.
  • Moto Hagio (萩尾 望都) — pioneira do shojo moderno.
  • Junji Ito (伊藤 潤二) — horror, incluído no final dos anos 2010.

Toriyama e Nagai, portanto, ingressam em um clube restrito, mas coerente: os mangakás cuja influência transcende amplamente o público japonês e impõe uma gramática à indústria global.

O que ainda falta

Muitas figuras maiores ainda não estão no Hall of Fame: Naoki Urasawa (Monster, 20th Century Boys), Hirohiko Araki (JoJo's Bizarre Adventure), Kentaro Miura (Berserk, falecido em 2021), Kaoru Mori (Emma, Otoyomegatari). O Eisner vem recuperando seu atraso aos poucos, mas ainda é calibrado principalmente para a indústria americana.

Para lembrar

Toriyama entra no Hall of Fame dois anos após sua morte — cerimônia póstuma simbólica e aguardada. Go Nagai, ainda vivo, recebe o reconhecimento em vida, o que é mais raro e merecido para um pioneiro de 80 anos ainda ativo em projetos de adaptação.

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Artigo produzido por inteligência artificial, revisto sob controlo editorial humano.

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Aiko NakamuraWriter anime & manga
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